podcast!

May 29, 2008

No começo do mês o Miguel perguntou: podcast? Eu não venho aqui com a resposta pronta (apesar do título ser uma exclamação), mas esse post é um pouco pra reavivar a discussão.

Ultimamente tenho ido diariamente de bicicleta pro trabalho, o que leva em média uns 30 minutos, mais uns 10 minutos entre descer no elevador, destravar a bicicleta, travar de novo no trabalho e ir até o chuveiro. Isso faz com que eu tenha 80 minutos “livres” por dia, praticamente sem pensar em computação! Como bom computeiro, eu não podia deixar essa situação perdurar, então comecei a gravar podcasts no iPod e ir ouvindo no caminho. Por enquanto os assuntos não foram absorventes o suficiente pra me tirar a concentração no transito, e eu ainda não me matei…

Atualmente eu estou ouvindo as entrevistas do Markus Voelter na Software Engineering Radio (se-radio). Tem bastante coisa interessante por lá e eu to achando uma boa pra ter uma noção por cima de assuntos diversos. Eu acho que um podcast não é a mídia ideal pra passar os detalhes, mas você sempre pode correr atrás de saber mais sobre os assuntos que te interessaram mais.

A primeira pesquisa do post é : Que outros podcasts interessantes vocês conhecem, além do stackoverflow que foi mencionado no post anterior?

Naquele post foi discutida também a idéia de criar um podcast do log4dev (pod4dev ou cast4dev, quem sabe até podcast4dev). Eu particularmente acho que seria muuuito trabalho e acho que algumas características teriam que ser muito bem pensadas, como:

  • Assuntos: que tipo de assuntos seriam tratados no podcast? Se o intuito é somente dar a opinião sobre algum assunto, porque não usar o log4dev mesmo? Quero dizer, pra agregar valor, o podcast tem que aproveitar o seu diferencial, que é o som, então o conteúdo provavelmente tem que ser diferente do log4dev.
  • Duração: qual vai ser a duração média de uma transmissão? O Lucas comentou no post anterior que o ideal seria 25 minutos, pois não fica cansativo. Os podcasts da se-radio são entre 40 e 50 minutos, o que é OK pra mim, mas não funcionaria pra todos. Apesar das entrevistas dele não ficarem cansativas, eu acredito que se eu não tivesse tanto tempo “disponível”, eu não iria parar o meu trabalho pra ficar ouvindo (e olhando pra onde?). É claro que a duração também é muito influenciada pelo assunto: uma entrevista de 25 minutos é muito curta, principalmente quando o entrevistado é bem interessante, mas 50 minutos falando em monólogo sobre algum assunto qualquer fica maçante.
  • Equipamentos: que equipamentos teriam que ser adquiridos? Como o Evandro disse, não adianta fazer um podcast com um som porcaria, pois isso só iria irritar quem está tentando ouvir. Logo, alguns equipamentos de áudio teriam que ser adquiridos de alguma forma. Na se-radio, depois de um bom tempo com o som ruim, eles compraram um equipamento melhor, e depois conseguiram algumas doações e sponsors pra manter a radio funcionando, mas eu não acho que essa seja uma possibilidade realista.
  • Periodicidade: com qual periodicidade seria publicado o podcast? De novo, o se-radio garante que publica a cada 10 dias. Vale a pena o editor-chefe definir uma garantia dessas? Com certeza essas garantias agradam ao público, pois eles sabem o que esperar. O difícil é honrar o compromisso….
Esses são alguns pontos em que eu estive pensando e com certeza existem outros mais. A minha análise é obviamente muito baseada no se-radio que é o podcast com o qual eu tenho mais contato. Por isso mesmo a opinião de gente com mais experiência é muito importante.

posted in Opinião, Pesquisa by Thiago Bartolomei

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  • http://www.1up4dev.blogspot.com/ Roger Leite

    Um podcast que faço questão de acompanhar é o http://www.rubyonrails.pro.br/podcasts do Fabio Akita e Carlos Brando. Pelo nome dá pra desconfiar né, e é isso mesmo, o tema principal é Ruby on Rails. E falam bastante também de GIT. Por eles que descobri o GitHub, que o resumo como um “Orkut para nerds”, pois alé de hospedar os projetos permite acompanhá-los e até comentar em cima de fonte comitado … muito nerd e legal também !

    É isso !

  • Miguel

    Bart,

    devo dizer que eu só comecei a entender o interesse do podcast recentemente. Em geral em tenho um tempo de maturação de idéias, e no caso do podcast, foi maior do que eu pensava. O único podcast que eu sigo atualmente é o do stackoverflow, que as vezes é muito interessante, as vezes é muito chato.

    Concordo com você que ter um podcast só vale a pena se for tirado proveito do formato e do áudio. Nunca pensei na solução “monólogos do editor”, porque realmente seria insuportávelmente chato. E se fosse para demonstrar algo prático, o certo seria fazer screencasts (screen4dev? :-) ).

    Mas recentemente me veio uma idéia, que está se consolidando: fazer entrevistas.

    A idéia de entrevista é algo que vira e mexe ronda a redação do blog, e que se insere num quadro de gerar conteúdo relevante e transformar o log4dev num ponto de referência em Tecnologia no Brasil. Originalmente, a idéia era fazer a boa e velha entrevista no papel.

    Mas daí pensei: uma entrevista no papel fica limitada. Acaba ficando quadrada, sem contar que eu teria todo o trabalho de transcrever o papo (ou o entrevistado teria que responder por escrito). E porquê não o áudio?

    Tema? Alguns estão na minha cabeça, mas a priori acho que um que poderia ser relevante é empreededorismo. Conheço algumas pessoas que montaram empresas após a faculdade, que estão se dando bem e algumas em áreas não tão óbvias. Acho que elas tem algo a dizer que possa interessar pessoas que já estão no mercado, ou que estão entrando.

    Agora é resolver as pendengas técnicas. Aguardem…..

  • http://swen.uwaterloo.ca/~ttonelli/ Thiago

    Valeu Roger, eu vou dar uma olhada nesse podcast. RoR eh uma daquelas coisas que eu sei o que eh, sempre quis olhar mais de perto, mas nunca tive tempo. Quem sabe com o podcast eu me animo a “achar” esse tempo.

    Miguel, realmente entrevista me parece ser a killer application dos podcasts, pois com certeza ganha-se muito ouvindo o som (transcricoes normalmente sao muito secas).

  • Evandro

    A respeito da qualidade do som.. Uma sala com o minimo de ruidos, um microfone e uma placa de som de qualidade (não precisa ser o mais pro) e alguma experiência com o Sound Forge (ou algum similar) ja faz uma tremenda diferença.

    A respeito do conteudo… Eu estou no grupo dos que acham que as entrevistas seriam um ponto forte.

    Sobre o tempo de duração… 25 ~ 40 minutos é o tempo que grande parte das pessoas levam pra chegar ao trabalho (ta, confesso, eu inventei essa estatística).

    Sobre a periodicidade… Eu esperaria até mais de um mês para poder ouvir algo de qualidade.

  • http://swen.uwaterloo.ca/~ttonelli/ Thiago

    Eu tenho ouvido o stackoverflow e o RoR Brasil nessa ultima semana.

    Uma impressao que eu fiquei eh que quando se trata de entrevista eh mais facil voce selecionar episodios. Me parece que entrevistas sao self-contained, entao nao existe muita referencia aos episodios anteriores e voce consegue facilmente acompanhar qualquer episodio de interesse.

    No caso do stackoverflow e do RoR Brasil, como eles sao mais uma conversa generica sobre assuntos diversos, se voce pula um episodio, no proximo pode ter uma referencia a ele e voce nao vai entender muito bem. Eles as vezes tentam explicar o contexto, mas se ficarem explicando todo o contexto sempre, eles reproduzem o podcast anterior. Entao nesse caso, o que eu to fazendo eh ouvindo na sequencia, desde o inicio.

    Como tudo na vida, existem trade-offs a serem identificados e decisoes a serem tomadas.

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