Na outra ponta, poderíamos pensar o seguinte: que tal se, ao invés de ter uma equipe de 12 pessoas em um projeto, o que levaria ter 12 pessoas que tenham familiaridade com um conjunto de ferramentas (e aí, obviamente, nos levando a escolher um framework), que tal diminuir a equipe para 3 ou 4 que sejam (a) mais experientes/produtivos e (b) capazes de utilizar ferramentas mais poderosas?Com a ajuda de uma ferramenta de busca não foi difícil achar que este foi um comentário do Rapahel neste post aqui. Longe de querer reavivar aquela discussão, o que me veio à cabeça foi uma resposta, para mim simples, à pergunta, extremamente importante e sobre a qual já refleti diversas vezes, do Raphael.
Eu diria que o principal problema que eu vejo para não ter uma equipe de 12 pessoas medianas que tenham familiaridade com um conjunto de ferramentas e, no lugar disso, ter uma equipe de 3 ou 4 pessoas mais experientes e produtivas, capazes de utilizar ferramentas mais poderosas é porque é muito difícil contratar estas 3 ou 4 pessoas.
Já coordenei e participei como entrevistador em diversos processos de seleção e às vezes fico horrorizado com alguns currículos recebidos ou pessoas entrevistadas. Além disso, a quantidade de pára-quedistas que aparecem em processos seletivos é enorme. Pessoas que simplesmente não tem nada a ver com a vaga (e chegam a dizer isto explicitamente no currículo) mas que mesmo assim se candidatam a ela.
Por ser tão difícil de achar estes 3 ou 4, pelo fato de os projetos geralmente terem prazos apertados que não possibilitam perder muito tempo formando (ou contratando) uma equipe e, talvez, pelo preço de estes 3 ou 4 ser muito alto quando comparado com os 12 medianos, eu diria que provavelmente eu preferiria me manter com os 12 medianos se eles fossem capazes de entregar o projeto pronto do que gastar tempo e dinheiro buscando profissionais que talvez não apareçam, impactando, no fim das contas, o bom andamento do projeto que, no fundo no fundo, não precisava de pessoas qualificadas para ser entregue em um nível bom (mas não ótimo).
Agora, sinceramente, o que mais me preocupa não é está minha “equação” pragmática. O que mais me preocupa é realmente a dificuldade de se achar pessoas realmente boas. E isso eu acho que é culpa da formação e do interesse geral das pessoas naquilo que elas fazem. Coisa difícil de mudar num curto prazo.